28 de junho de 2017

A janela


" Sentada na janela respirava  para recuperar o ar que achei ter perdido. Respirei fundo até que ele me enchesse por completo como se fosse o último e o melhor ar que já me inundou. Olhei para o céu estrelado e vi nele a profundidade que em mim existe. Talvez um infinito incerto, ou quem sabe depois das estrelas mais nada. Tentei contar estrelas e fui interrompida por uma voz dentro de mim que dizia que não se aponta pra elas! Então, mentalmente visualizei uma a uma mas percebi que uma delas brilhava mais. Fiquei imaginando aquela estória que contam que pessoas viram estrelas então pensei que pudesse ser alguém muito importante a brilhar. As nuvens do céu sumiram naquela noite de frio para o triunfo do seu brilho. Tudo parecia triste... Ao mesmo tempo um silêncio de paz tocava o meu peito como um afago de Deus. Senti que estrelas podem ser tocadas com o coração. Lá você cintila feliz depois do desapego, da tristeza , da saudade e da dor."

(Adriana Silva)

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