26 de abril de 2016

" Musiquinha"


Agora eu vou fazer
Um pequeno poeminha
A vida não é nada
Sem uma boa " musiquinha "

(Adriana Silva)

15 de abril de 2016

Liberdade



Segura firme! Receba o vento no rosto, e vamos voar! Vamos as alegrias da vida saborear!

(Adriana Silva)

6 de abril de 2016

Maria e o mundo

 

Maria era uma menina que tinha medo do mundo.
Mas ela não vivia nele? Porque ter medo se os conflitos do mundo de dentro de si eram muito maiores.
Em alguns momentos ela  chorava. Tinha um coração muito sensível, e qualquer coisa que acontecesse nesse mundo a colocava muito triste.
Ela  perguntava -se como podia as pessoas esquecerem gestos de amor e gentileza. Maria não via mais as pessoas sorrirem com o coração.
Ela sentia-se  uma menina diferente. Muitas vezes achava que o problema estava nela. Mas e daí se tivesse? Quem nesse mundo é perfeito? E há coisas que jamais conseguiria mudar nela mesma.
Talvez tivesse um coração muito grande e doce, incapaz de entender as atrocidades ao seu redor.
Talvez essa menina forte e ao mesmo tempo chorona soubesse que não poderia mudar o mundo, mas sentia-se inconformada com atitudes que nem de longe pareciam humanas.
Apesar dos conflitos internos que ela possuía, jamais deixou de ser uma pessoa gentil. A sua luta diária era consigo mesma. Com os fantasmas que ela mesmo criou dentro de si, e com os aborrecimentos que tivera andando lá fora. 
Maria queria um mundo mais humano e gentil. Queria se tratar melhor do que tratava as pessoas. Mas sempre achou que tivesse que dar mais do que receber, e que nem todas as pessoas seriam capazes de entender seus gestos e coração. Mas sabia que a maioria das pessoas lembrariam dela como uma pessoa educada e gentil. E isso lhe bastava.
Ela foi aprendendo que o mundo é assim mesmo. E que a diferença é ela ser diferente. E que isso não era errado nem ruim. Isso significava que nela coisas boas habitavam e que seu distanciamento de algumas coisas era pra poupar de sentir coisas que não a machucasse e que independente disso ela gostava de ser assim, mais isolada e mais sociável quando desse na telha.Entendeu também que não havia como prever tudo o que pudessem fazer, mas que a diferença era como se posicionar e lidar com tudo que foi aprendendo da vida.
Aprendeu que a vida é assim mesmo, que as pessoas são assim, e que muitas só aprendem as grandes lições na dor. Que hoje em dia valorizam muito o superficial e esquecem do real. 
 
E enquanto isso, ela vai vivendo e vivendo...
 
(Adriana Silva - Contos Infantis )

1 de abril de 2016

Tem gente...


Tem gente que a gente quer perto
É gente que sabe o que é ser gente
É gente que entende a gente...
Tem gente que sabe o que a gente sente
 Numa palavra, num olhar...
Gente que lê a alma da gente
E que ao chegar perto
A gente não quer deixar se afastar
Por que é gente que sabe amar
E nos trás Paz somente.

[Sirlei L. Passolongo]